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terça-feira, 8 de setembro de 2009

E a Pixar eleva a animação às alturas (mais uma vez).


Desde que o primeiro Toy Story foi lançado (em 1995) que a Pixar nos faz acreditar que a animação totalmente feita em computação gráfica - e agora também em 3D - é a melhor parte da evolução do cinema. As animações do estúdio tratam de assuntos complicados, difíceis de se encontrar em filmes direcionados para crianças (Wall-e e sua severa crítica sobre o futuro da humanidade comprova isso). Em Up - Altas Aventuras, mais um elemento complicado é tratado com estilo, sensibilidade e acima de tudo, sinceridade. A velhice vista no filme é real, qualquer pessoa conhece um senhor que perdeu sua esposa e vive sozinho, emergido em memórias do passado. Favor não confundir com Gran Torino.

Up começa de forma magistral narrando em flashback a história de Fredricksen e Ellie, o casal base para todo o desenvolver do filme. Após a perda da companheira (cena linda), o velhinho passa a morar sozinho na casa onde sempre dividiu com sua amada. Casa que é o maior elo de ligação dele com Ellie, existem outros elos, mas acho que a casa é o mais importante deles.
É justamente com a casa que Fredricksen decide realizar o sonho de infância de sua amada, desbravar as terras selvagens da América do Sul. Com a ajuda inesperada do gordinho escoteiro - Russel - a aventura de uma vida (ou do fim de uma) é iniciada. Fredricksen e Russel já podem entrar pro hall das melhores duplas dinâmicas do mundo pop, a diferença de idade e o modo dos dois lidar com determinadas situações seguram o ritmo do filme e criam ótimas piadas. A adição de um vilão inesperado e os animais codjuvantes são bem - vindas, mas a dupla principal é a grande graça do filme, impossível não torcer pelos dois.
Os conflitos encontrados nos dois personagens também engrandecem o elo com o público, um velhinho tentando dar sentido a sua vida e uma criança querendo chamar atenção do pai ausente.

UP é um daqueles filmes que marcam e nos trazem uma mensagem boa, de vida mesmo. Algo que alguns filmes "sérios" tentam, mas no mercado cinematográfico de hoje só a Pixar consegue fazer isso com propiedade e sem parecer forçado. Mal posso esperar pela próxima animação...




quinta-feira, 16 de julho de 2009

Selinhos, Poções e No Rock'n Roll





Tive que assistir Harry Potter e o Enigma do Príncipe duas vezes para poder fazer uma resenha imparcial, mas agora que vou escrever cheguei à conclusão que será ímpossivel, sou fã da série. Mas vamos lá, a essa altura todo mundo que queria ver o filme já deve ter visto, então nada me impede de spoilear à vontade.

O Sexto filme da série e o segundo com a direção de David Yates (Ordem da Fênix) começa de forma categórica, resumindo bem o que aconteceu após o incidente no Ministério da Magia, mostra Harry e Dumbledore virando notícia e confirmando o que Potter tentava mostrar à comunidade bruxa desde o 1º livro: Voldemort está de volta e mais determinado do que antes. A partir dessa cena, o filme toma um rumo diferente do esperado por quem leu o livro; Harry pegador! A idéia é boa (admito) mas totalmente desnecessária no contexto do livro, que tem como função ser o prelúdio do "pra valer" que é (será) o último filme, dividido em duas partes pela Warner e dirigido pelo mesmo Yates.

Essa cena de Harry sendo paquerado por uma garçonete pontua o início do clima descontraído que outras cenas serão tratadas, algumas vezes acertadas (Rony e o Quadribol/ Rony e Lilá Brown) e outras vezes constragedoras (Harry sobre efeito da poção Felix/ e todas as outras cenas centradas nos relacionamentos adolescentes, em especial, Harry e Gina). A parte mais "séria" e importante para o desenrolar da trama até que funciona bem pra quem não leu o livro, mas para quem leu é IMPOSSÍVEL não ficar indignado com A Toca sendo queimada ou com a falta de participação da Armada de Dumbledore na batalha de Hogwarts. Cenas que seriam crucias para um filme perfeito também ficou de fora, como o enterro de Dumbledore e a confusa (?) explicação sobre as Horcruxes, tema central no próximo filme.

Imagino que não seja fácil dirigir uma super franquia desse porte, o estúdio deve dar palpite no roteiro, a autora (J.K. Rowling) não quer ver seus personagens descaracterizados e os fãs querem ver suas cenas preferidas na tela. Tarefa complicada, que na minha opinião, só foi cumprida com estilo por Alfonso Cuarón em o Prisioneiro de Azkaban. E que Yates não conseguiu cumprir com o Enigma do Príncipe, ao final do filme o telespectador não sabe se fica com raiva ou satisfeito. Mas enfim, minha opinião parece que não foi a mesma do público geral, o filme já bateu o recorde de bilheteria no mundo todo, ultrapassando o Cavaleiro das Trevas.

Fico agora SUPER receoso com a conclusão da franquia, e afirmo com toda certeza, nunca mais irei a uma pré-estréia de Harry Potter! Os tempos mudaram e hoje em dia os "fãs" só ligam para...sei lá para o que aquele povo ligava. O filme que não era, acho que o hype é maior do que a adaptação neste caso...




domingo, 28 de junho de 2009

Robôs, muitos robôs.





Fui ao cinema ver Transformers 2: A vingança dos Derrotados com o pé atrás, culpa das críticas (na sua maioria negativas). E não é que o filme decepciona mesmo? E a culpa é única e exclusiva do Michael Bay, diretor do filme, que avacalhou com uma franquia que tinha tudo pra ser umas das mais divertidas a surgir nesta década.

Quando o primeiro Tranformers estreou (2007), trouxe de volta à mídia uma esquecida série de desenho dos anos 80 - e a trouxe de forma excelente! Tinha tudo no filme: ação na dosagem certa, boas piadas, referências à cultura pop (Strokes, lembram?), personagens carismáticos, aaaaaaaaaand a melhor coisa, MEGAN FOX. O filme fez um sucesso enorme, desde nãrds hardcore até o público comum, dando a Michael Bay carta branca pra começar a produção do segundo capítulo da franquia.

A impressão que deu nesse segundo filme foi que o diretor quis dar uma pimpada em tudo que deu certo no primeiro, exagerando na dose. A ação se dá de forma corrida, não dando espaço para o roteiro se desenvolver e o espectador criar uma relação de afinidade com os personagens (o que é MUITO importante em um filme de aventura), tendo como exceções os Autobots: Optimus Prime e Bumblebee, que esbanjam simpatia. Prime por ser um líder justo e bravo e Bee por ser legal e amável com seu dono Sam Witwicky, interpretado por um caricato Shia LaBeouf . Mas a coisa que mais me incomodou ao longo das quase duas horas de filme foi a forma como a câmera gira pra todo o lugar nas sequências de ação, e até mesmo nas cenas que deveriam ter um plano parado e único a câmera fica girando. Os novos personagens não convencem (e surgem aos montes) e o vilão também não. O mérito de atuação fica com o ator John Torturro que dosa perfeitamente a comédia com a emoção, uma pena seu personagem demorar tanto a aparecer na tela.

Engraçado que mesmo o filme sendo um fiasco, a bilheteria está excelente, ameaçando por pouco bater o Cavaleiro das Trevas de Nolan. Injustiça, Star Trek ainda merece ser considerado o filme de ação do ano.

Dica: Levem um saquinho de vômito e sejam felizes.


Olááááá, Megan Fox.